domingo, 28 de dezembro de 2008

Meu garoto...




Não era meu, mas poderia ser.
Garoto lindo, loiro de olhos azuis, dentes brancos e pele rosado, um garoto realmente bonito.
Muito pobre ele estudava numa escola de meninos de rua e adolescentes em situação de risco, foi inscrito em projetos profissionalizantes. Estudava meio período e   no outro, trabalhava num hospital, estava aprendendo  a usar o  computador e estava adorando o mundo novo até então desconhecido.
Tinha 15 anos e percebeu que as meninas fora do seu mundo pobre olhavam pra ele e sorriam.
Eu lembro dele de maneira muito especial porque sempre ia me encontrar quando eu chegava na escola, se pendurava no meu pescoço e mal me deixava andar, me dava beijo doído no rosto e não me largava enquanto eu não prometia que ele passaria um tempo em minha oficina, aprendendo a pintar em tecido ou fazer bijuterias.
Um dia, nas férias eu recebí um telefonema de uma colega, dizia que o garoto havia morrido, tinha sido assassinado a facadas.
E veio a tona o  mundo real do garoto lindo e sorridente. Ele tinha quase 16 anos e sofria violência sexual desde os 7 anos, o monstro que abusava dele o havia matado de forma muito cruel porque descobrira que o garoto tinha uma namorada. 
E pior, o monstro tinha o consentimento da mãe do garoto, que recebia em troca do silêncio, uma cesta básica mensal.
Isso aconteceu há alguns anos, hoje o mostro continua preso, mas ao contrário de outros abusadores, nada aconteceu com ele na prisão, pois é grande e forte, todos o temem...a mãe? ela continua livre, nunca foi sequer indiciada e tem  outros muitos filhos e nenhuma disposição para o trabalho.
Hoje em dia vemos que o caso do garoto que conhecí, é um entre tantos casos, onde um adulto abusa, outro consente e a justiça nada faz para punir os culpados. Porque nesse caso, apenas um foi punido, se é que se pode dizer isso de presos em cadeias onde todos o temem...continuam sendo o rei do pedaço. E a mãe?..se bem que  não se pode chamar de mãe uma mulher como ela.
Mãe sou eu e outras tantas, que morrem por seus filhos, que querem que eles estejam em redomas onde nada os façam sofrer.
Resolví escrever sobre o garoto que conhecí  (ele se chamava Leonardo),  para ver como eu me sentiria ao escrever...e sentí um frio no estômago, sentí revolta e sentí dor...graças a Deus, eu ainda não perdí a sensibilidade e a capacidade de me indignar, de me revoltar contra coisas ruins.
.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Selos recebidos - 2

   

      



Ganhei alguns selos da amiga  Dani Figueiredo, do blog Mundo Insano  
ADOREI e repasso com muito carinho aos amigos :


Maria (caleidoscópio)  do blog Caleidoscópio Viti

Depois repasso a mais alguns amigos com blogs legais.

Mais um selo recebido de amigos,
Obrigada Mikasmi, do blog Aprendemos
 

Repasso com carinho aos amigos

Tereza  do blog Apenas palavras ao vento






domingo, 7 de dezembro de 2008

Milagre existe sim...




Milagre existe e tem nome...Maria Luiza.

Quando minha filha Alessandra Maria ficou grávida, ficamos todos muito felizes, em estado de graça. Não imaginávamos que ela tivesse qualquer problema, a não ser o dilema da escolha de um nome, cor do enxoval, qual a cor do quarto, dos acessórios...( será que o bebê será moreno como o pai? ou loirinha como a mãe).

Não foi bem assim...logo no comecinho da gravidez começaram os problemas, e graves.

Minha filha teve um pequeno derrame cerebral que não conseguiram detectar com nenhum tipo de exame e que a deixou hospitalizada vários dias, com dores de cabeça insuportáveis, além de uma cegueira diária que ocorria depois de certa hora do dia...Alessandra não conseguia trabalhar e várias vezes teve de estacionar o carro e telefonar para meu irmão ou o marido dela, para que a resgatasse nas ruas por causa da cegueira que aparecia de repente.

O oftalmologista conseguiu detectar o derrame, que era a causa de cegueira e após, foi detectada pré-eclampse (pressão altíssima).

Os médicos a colocaram em licença do trabalho por toda gravidez, com direito a não fazer quase nada que causasse um mínimo de estresse e a prepararam para ter o bebê no 5º mes de gestação.

Todos os familiares entraram em clima de medo e em contagem regressiva.

Eu então, fiz um site, como se fosse minha neta (logo que soube qual seria o sexo do bebê)...e escreví como se fosse ela e num téte a téte com Deus eu disse, " não ouse fazer eu mudar nenhuma  palavra do que escreverei!"...Deus disse...tá bom!!...você venceu!

E Maria Luiza nasceu linda, maravilhosa e saudável no 8° mes de gestação...e agora está quase completando 4 anos.

Abaixo o link do site que fiz com amor, com minha alma , com toda esperança de ser feliz...e que hoje sou.


Atualizando...
Maria Luiza hoje, 26.12.2016.
11 anos.
Bi-campeã brasileira de judô que também toca piano divinamente


............


sábado, 6 de dezembro de 2008

É colorado, colorado!





Ser torcedor de futebol é algo que não se explica. O que se passa em nossas cabeças dar importância a um jogo onde 20 babacas ficam correndo atrás de uma bola e 2 ficam saracoteando frente a um retângulo com trave de cada lado que suporta uma rede?...coisa idiota!
cada time tem seu escudo, sua bandeira, que é olhado como um ícone divino.

Por ele pessoas morrem de susto, de estress, de tristeza e alegria.

Ser torcedor de futebol não se explica...mas todos somos, e cada um de nós entende seu time como o mais glorioso, o mais injustiçado, o mais guerreiro, entre outras coisas.

Cá no extremo sul vivemos uma dualidade histórica, não existe espaço para terceira alternativa, ou se é oito ou oitenta, chimangos ou maragatos, ou grêmio ou colorado.

E só vale ser colorado se for anti-gremista e vice versa.

Eu sou colorada e extremista, exagerada, estressada, que chora, que sofre, que grita, que perde o sono por causa dos babacas vestidos de vermelho cujo figura símbolo, não precisa mais que uma perna para barbarizar (Saci).

Passei uma vida inteira esperando pacientemente (nem tanto) vivenciar um momento de glória, ver meu time ser campeão de qualquer coisa, qualquer torneio que fosse além fronteira do Brasil.

E . O Inter foi campeão da América (Libertadores) e ver o céu passar de azul pra vermelho quase fez meu coração parar. E tiramos da boca dos gremistas a antiga flauta de que eramos internacional só no nome. Veio o campeonato mundial, com selinho de qualidade novinho, da FIFA...mas teríamos de passar por 2 jogos, um deles pelo quase imbativel Barcelona da Espanha, do gremista Ronaldinho gaúcho.

Não é que passamos?...e eu andei pelas ruas de minha cidade chorando de taanta felicidade como eu não imaginava ser possível.

Depois acostumei, veio a recopa que deu ao inter a Tríplice Coroa...afff!! cadê lugar pra tanta estrela?...e veio a Copa Dubai...torneiozonho bobo, segundo alguns, que rendeu ao Inter muitos $$$$$$$$$$$$. E agora? além do gauchão...mais uma estrelinha com a Copa Sul Americana, que aos olhos de outros times é apenas uma conquista de segunda divisão. Segunda divisão internacional?? demais!! quero todas!! se vale estrelinha quero mais!

Ser colorada me faz mais feliz do que namorar Brad Pitt, mais rica do que Bill Gate.

Ser colorada me fez ser campeã de tudo! pode ser que isso não pague minhas contas, mas me deixa em estado de graça.

É Colorado, Colorado! ú ú!

É Colorado, Colorado! ú ú!



Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...